Uma série de mudanças ocorrerão no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A partir deste ano, algumas universidades adotarão a prova como critério para ingresso nos cursos superiores, substituindo o vestibular. A ideia de trocar o vestibular pelo ENEM é uma proposta do Governo Federal, surgida em 1998, quando do início da aplicação da prova pelo Ministério da Educação (MEC). Essa ideia foi agora retomada e será implementada a partir deste ano, já com adesão de boa parte das universidades. Algumas adotarão somente essa prova, e outras reservarão um percentual de vagas para ingresso com o desempenho no ENEM.
“É uma tentativa antiga do Governo de unificar a questão dos vestibulares no país, mas que só agora parece que vai sair do papel. Então, o Anchieta passa a encarar o Enem realmente como um vestibular, e, por isso, organizou as aulas e os reforços necessários para que nossos alunos concluintes estejam bem preparados”, destaca a Coordenadora do Serviço de Orientação Pedagógica, Tatiana Furlanetto.
Até o ano passado, a prova do Enem continha 63 questões, englobando todas as áreas do conhecimento, organizadas em cinco competências, com 21 habilidades, e mais a redação. Eram 21 questões de nível fácil, 21 de nível médio e 21 de nível difícil, formando uma nota única que era somada à nota da redação para se ter a média do aluno.
Com a proposta de substituir o vestibular, vieram uma série de mudanças na prova de 2009. A partir de agora, a prova será por áreas, com 180 questões, sendo 45 para cada área do conhecimento – 40% fáceis, 20% médias e 40% difíceis. Para cada área, o aluno receberá uma nota que, com a da redação, formarão um grupo de cinco notas que serão atribuídas a ele. Haverá a inclusão de Língua Estrangeira (Língua Inglesa ou Espanhola) a partir de 2010. A aplicação da prova passa de um para dois dias. A previsão do MEC é realizá-la nos dias 3 e 4 de outubro próximo.
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